terça-feira, 7 de novembro de 2017

A confissão de Judas.

Vi e Vivi o que os Outros não Viram.


                Onde estou só há escuridão, quando na Esnoga[1] nos ensinavam que ao descer à habitação dos mortos haveria silencio erraram, pois, aqui minha consciência grita dentro de minha alma e não há paz se pelo menos houvesse solução para minha aflição, mas não, há apenas a cobrança constante dos meus atos. Revivo constantemente as maravilhas vistas e vividas. Logo que Conheci a Yehoshua, fomos à  Galileia  e houve a transformação de água para vinho. Chegamos a casa de Cefas e a sua sogra padecia enferma[2] e com apenas tomando-a pelas mão a curou, ainda na Galileia saímos da Sanhedrîn e com sua declaração de “quero fica limpo” o leproso ficou curado. Fora os vários milagres de cura, já em Cafarnaum a libertação de endemoninhados. Certa vez, ainda antes de ser um seguidor Pedro e seus sócios pescavam sem, contudo, ter sucesso o Rabi estava próximo ao mar e grito-lhes, lancem a rede para o lado direito eles se perguntaram o que sabe este nazareno, mas, Pedro cumpriu a determinação e para a surpresa de todos eles a rede ficou tão cheia que parecia que os peixes escondidos receberam ordem de pular na rede. As duas vezes que multiplicou pães e peixes, A cura do Filho do Oficial que também passou a ser um cooperador da bolsa, Outra Vez em Naim[3] uma mulher vinha com um cortejo em prantos, é que seu filho provedor de sua casa havia morrido, e além de sua falta a mulher já antevia as privações pelas quais seria afligido, o Rabi mandou o corteja parar e compadecido da viúva consolou-a e voltando-se para o esquife ordenou “rapaz te mando levanta-te” ao que o jovem saltou do esquife e abraçou a sua mãe. Que dizer então da noite em que o Rabi ficou em Cafarnaum e nos mandou atravessar para Genezaré, já alta madrugada, com o mar agitado, vimos uma figura caminhando sobre as águas agitadas, todos gritamos de pavor, pois, muitas são as lendas de criaturas das águas. Mas ao tornar-se mais visível verificamos que era o Mestre que vinha ou seu espírito, Cefas o mais atirado gritou que se fosse o mestre que o mandasse ir até si, e assim se fez. Porque não fui eu? Certamente eu não teria afundado. Mas as formas de milagres nunca poderiam ser esgotadas. Certo Cego de nascença, estava próximo do tanque em Siloé então nós e o Rabi vimos um cego desde o nascimento. Estávamos em meio a uma discussão isto é, nos os discípulos mais intelectuais, disputávamos conhecimento e falávamos sobre as mazelas do mundo que seria resultado do pecado. Citei então o pobre cego, pois nascerá cego em conseqüência do pecado de seus pais, com o aquecimento do debate João pediu ao mestre esclarecimento. A resposta e a ação do Rabi foram surpreendentes: “Não foi este quem pecou nem seus pais, mas para que as obras de Deus se manifestem nele.” Foi ainda estranho o que fez, chegando perto do mendigo cego, ficou de cócoras cuspiu na terra fez um barro com os dedos em seguida passou nos olhos daquele pobre mendigo, asseguro quase vomitei, e o mandou lavar-se. Se aquele homem soubesse que em si estava o fruto de um cuspe que diria. E para nosso espanto houve um grande murmúrio na Sinagoga, pois o homem cego de nascença estava sendo interrogado pelos tanains[4]·: “você fingia o tempo todo, não era cego.” “pelo contrario, nasci cego, agora vejo.” “Como nasceu cego? E agora vê”. Grande controvérsia se formou chamaram seus pais que confirmaram ter sido cego o homem. Pelo que contou como ocorreu a sua cura pelas mãos do Rabi.

A Tentação.


 

O peso da revelação.


Eu sei que não estou mais encarnado, no início não pude compreender como era possível, eu vi a mim mesmo pendurado naquela maldita arvore não era grande o que ditou meu ato de desespero foi saber que tudo que até então pensava ser a mais absoluta verdade havia caído por terra. Como já mencionei Yahoshua não reivindicou o trono nem convocou o povo a tomar o poder, e com a ajuda das milícias celestiais derrotou os Romanos, não, Ele simplesmente se submeteu, e naquela hora passou como um lampejo em minha mente; “matei um justo, o que pensei estava errado, a revelação daquela hora foi para mim um castigo, Ele deveria morrer, e quem o matou fui eu”.



[1]  - Em língua hebraica, o templo recebe o nome de בית כנסת, transliterado para beit knésset e traduzido para "casa de reunião". Também pode ser chamada בית תפילהbeit tefila, ou seja, "casa de oração". Em língua iídiche, o termo é šul ou shul (שול), com origem no latim schola, o que expressa o hábito de se referir à sinagoga como "escola". Um exemplo desse uso é a Piazza delle Cinque Scole, no velho Gueto de Roma. Entre judeus da nação portuguesa é comum chamar de esnoga ou as variantes esnoa e Scola. Entre judeus reformistas é comum o nome de templo.
[2] - Marcos 1: 29 a 31.
[3]  Naim (também soletrado Na’im, NaeemNaeimNaiemNaímNahimNaïm, Noaim ou Nuaim ) ( árabe : نعیم , hebraico : נעים ) é um nome e sobrenome masculino.As pessoas notáveis ​​com o nome incluem:
[4] - Talmudistas que se especializavam ou tanaim, mestres

sábado, 4 de novembro de 2017

'Abrão' um homem uma nação.

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Abrão

Um Homem , Uma Naçāo

14/05/1995

Andre

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No caminho de comercio entre a Caldeia, a Índia, e o Egito, faltava algo, era cansativo atravessar o deserto sem ter pouso, daí Ur Filho de Kesed Pensou: “Em meio Caminho de quem busca Lápis Lazulli₁ era o caminho de quem vinha do vale do Yndo₂ após Badakhshan₃, logo seguia o caminho de Susã₄ que é margeada pelo Tigre₅ merece controle. Isso dizia Ur filho de Kesed₆ em seu intimo. Serei grande maior que meu Pai e edificarei na embocadura dos rios* na travessa uma grande cidade em honra de Nanna₇ edificando um zigurate e serei o maior da Suméria nem Ninrode₈ teria alcançado tal gloria”. A cidade foi edificada às margens do Rio Tigre recebeu o nome do seu fundador Ur, tornou-se importante devido a sua localização, pois, era um entre porto dos comerciantes que vinham da Grécia de um lado e de outro da pérsia, ligava os filhos de jefet₉ aos de Sem₉, sem duvida era um caminho importante de comercio.

Ora já haviam se passado duzentos anos desde a divisão da Terra, e mais de trezentos desde o grande dilúvio, Naor ouviu estas estórias de seu pai Serugue que a aprendeu de mercadores e da Sacerdotisa de Nanna e que além destas estórias ainda lhe ensinou que Ninrode conversou com Tiamat que a serpente dragão passeou pelo Tigre e Eufrates vinda do oceano mediterrâneo e lutou com Marduke que a venceu e dominou a terra pacificada por Nanna a Deusa da Lua, lhe assegurou serem verdades as estórias lhe ensinou sobre a multidão de divindades. Mas ainda vivia seu trisavô Heber que ouviu pessoalmente conviveu com Sem seu bisavô Filho de Noé, e Apregoava ser errado acreditar nas estórias não vividas pessoalmente, que por esta causa Deus havia enviado o Dilúvio, e Heber afirmava a todos seus descendentes diretos que O Deus Todo poderoso falara a Noé que enquanto Houvesse com ele uma aliança haveria segurança e prosperidade.

Casou-se Naor aos Vinte anos com uma das filhas de Almodá a festa foi notória, pois, estavam ali reunidas quatro gerações. Passa a sobreviver de vendas de peles de animais curtume do seu próprio rebanho. Aos vinte e nove anos nasce Terá, cresceu em meio a um turbilhão de acontecimentos, pois, nos seus dias Noé já cansado e farto de dias e isolado por ver que todo seu esforço e o do Próprio Deus estavam perdendo efeito, muitos de seus descendentes achavam que a sua historia de vida era ilusão da idade, Terá aprendeu a esculpir achava ser bom tirar vantagem dos homens que depositavam suas esperanças em barro e pedra, e nem mesmo o depoimento de Patriarcas como Noé, Sem, Jafet, Cam, aceitavam um dilúvio ou um Deus invisível.

Terá gerou três filhos Seu primogênito Abrāo Sério, compenetrado de uma inteligência primorosa, Naor esperto um negociante nato, ávido por lingotes de ouro e prata, e Harā seu caçula moço sensível amoroso muito ligado ao pai, mas de pulmões fracos, com o passar do tempo ficou ainda mais acentuado esta fraqueza diante de suas constantes crises, e até por isso tinha maior simpatia do pai que lhe dedicava atenção e cuidados.




-1 - Lápis Lazulli e uma pedra Azulada, normalmente extraída naquela época no Vale do Ydo (2) – que fica situado no atual Afeganistão. Era usada para fazer Ídolos, pois acreditava-se que  trazia Bons Fluidos, e energizava o seu usuário. Acredita-se que na Estola Sacerdotal também tinha Lápis Lazulli daí ser também conhecida como Urine Tumin.  2- vale do Ydo era o local de onde se extrai a pedra Lápis Lazulli ficava no Tajiquistão (Afeganistão), precisamente em Badakhshan. - 3 badakhsao província afegã de 28 distritos sua capital era feyzabad. 4 - antiga cidade do Oriente próximo foi capital do Elāo a importante cidade persa, babilônica, ficava entre os rios carque e Ab-i-diz também cidade estratégica.  Tigre ou Rio Tigre rio que junto do Rio Eufrates formava praticamente o Contorno da Mesopotâmia, aliás, mesopotâmia significa terra entre rios.


A qualquer oportunidade que tinha o jovem Abrão escapava e ia ao encontro de seus ancestrais nas proximidades da grande cordilheira para ouvir seu incansável e querido Noé anciāo de seus 690 anos de vida, e aos seus pés não cansava de ouvir como Deus lhe falará de como viria o grande desastre Noé relatava que era capaz de ouvir nitidamente os gritos da multidão e dos animais sucumbindo pelo poder dos raios, das águas, das demolições dos prédios e pelas grandes ondas e enxurradas, eram crianças, anciãos, mulheres, homens animais, gritos que lhe infligiam grande sofrimento, pois, sabia que nada podia fazer, pois, do lado de fora do portal da arca estava um grande anjo que a trancara, e destruía aos que ousassem aproximar dos marcos do navio. “Eu os adverti que viria, mas eles recusaram ouvir preguei a plenos pulmões enquanto pude, varias noites os chamei ao arrependimento, enquanto construía a arca era escarnecido com zombarias, era até mesmo agredido, a noite enquanto ai chamá-los ao arrependimento jovens vândalos despregavam tabuas que a custo meus filhos e eu havíamos pregado”. Dizia Noé aos que queriam ouvir suas histórias, e continuava: “minha querida esposa chorava escondido para não me afetar, mas eu via, ela se escondia para não ver, mas eu ouvia várias vezes me questionou: “Seremos capazes Noé?  Foi Deus mesmo que lhe falou?”E a tudo ouvia e me calava, pois, que dizer ou responder diante de evidências contrárias a minhas palavras. Mas eu ouvi a Deus, resisti, perseverei, mas ousam o que digo os homens voltaram a contrariar Deus ele quer ser nosso amigo, mas estes filhos de meus filhos estão procurando engodo, como à serpente engodou Eva, como enganou Ninrode naquela torre maldita, pois ate ainda a pouco tempo todos falávamos igual, para que buscar a ilusão, não sei porque buscam alguma coisa além do que é querem achar mais do que existe, puro engano erro continuado,  o homem não aprendeu a lição.”

Diante da magnífica campina de Ashur, sob o causticante sol, às margens do Eufrates, descansava a sombra da frondosa oliveira o já cansado Terá. Admirava o ancião os rebanhos, enquanto rememorava os ensinamentos repassados pelo patriarca Reú sobre o Santo. Ao mesmo tempo sentia-se profundamente angustiado pela ressente morte de Harã querido por todos, respeitado pelos vizinhos, amado pelos seus. Ao rever em sua lembrança os profundos olhos escuros, sofridos pela prolongada enfermidade que lhe apagou a luz, cresceu em si o desejo de ver-se longe deste sofrimento.
Já não havia beleza nos bosques recobertos de acácia, que parecia não mais emanar algum perfume, mas um odor de mortalha; os frondosos cedros mostravam-se tenebrosos e as tamareiras já não lhe mostravam frutos saborosos, as enzimas das montanhas pareciam secar. Deu-se Terá o direito de comerciar, já não queria o labor pastoril procurava pelo que não conhecia desejava o que não existia, caiu no engodo de vender poste ídolo, não lhes atribuía poder, mas os lingotes recebidos pela crendice eram fartos, isso angustiava a Abrão seu primogênito, não importava tanto a Naor que já era do comercio, e não via grande diferença entre vender tecidos ou ídolos, afinal a riqueza vinha por algum meio. Abrāo estava entristecido via seu pai perder-se por meros lingotes, deixando errar fazendo errar, logo ele que era primogênito da linhagem de Reú, Noé ainda vivia não é possível que não temesse o Santo, tinha que fazer algo. Crescia em Abrāo uma tristeza pelos acontecimentos em andamento, e ao mesmo tempo o desejo de fazer seu pai acordar.

Em uma noite quente quando caminhava ouviu nitidamente um chamado poderoso: “Abrāo, Abrāo”. Ao que respondeu: “Eis - me aqui, quem comigo fala.”

Desceu Terá na direção de Canaã e foram habitar em Harã nas margens do rio Balique 

quinta-feira, 2 de novembro de 2017


A CONFISSAO DE JUDAS
UMA ANÁLISE DO PENSAMENTO DE JUDAS
André Luiz, Teólogo Historiador




ÍNDICE



1 – Prefácio. 
2 – Introdução.
3 – Localização.
4 – A Revelação.
5 – A Confiança.
6 – Vi e Vivi o Outros não Viram.
7 – A Tentação.
8 – O Peso da Revelação.


 Todos os Direitos Reservados



Introdução.


Um de meus projetos no curso de Historia é descrever o pensamento de figuras históricas como se a própria figura estivesse pensando, e entender o pensamento humano é muito complicado, é desafiador, é emocionante e mais trabalhoso do que pude imaginar.
Quando projetei este livro; meus filhos ainda eram pequenos, e pude experimentar com eles recentemente um debate: travamos uma discussão intelectual sobre a figura em tela, foi e esta sendo muito gratificante.

Uma figura tal como foi Judas, sempre será controversa a qualquer um, pois, após vivenciar episódios de libertação, milagres e revelações com o próprio Messias, é difícil acreditar que pudesse qualquer um vender por dinheiro a confiança e convivência. Ou Não? Quantas vezes o episódio se repetiu? O que motiva estas pessoas? Qual o seu fim?

 Entender a figura de Judas é um projeto desafiante, pois, historicamente muito pouco se descreveu ou escreveu- se sobre ele. O pensamente Cristão não perdoa, ou melhor, procura deixar afastado aquele ou aqueles que traem, mas saber o que passava pela mente de um homem que viu, viveu, conviveu, aprendeu com Yehoshua[1], e foi um de seus homens de confiança e mesmo assim ter se perdido é intrigante.

Por que não entender ou analisar, o que ocorreu? Eu garanto que cada leitor tem uma opinião própria da motivação de Judas. Qual seu verdadeiro papel? O que se passava na sua mente? Que pensava o que sentia?

Penetrar naquela mente, perscrutar seus sombrios pensamentos, vivenciar suas idéias. Asseguro que explorar estas idéias, o levara à outra visão do cristianismo. Sua personalidade compreende o cristianismo pela visão do cristianismo. Somos semelhantes a Judas até que ponto? E até onde imitamos seus atos? O que faria no lugar dele?

Jesus garantiu que naquela noite todos o trairiam, e de fato aconteceu o que Jesus profetizou. Todos fugiram até mesmo Pedro que sacou da espada cortou a orelha de Malco. Depois correu, fugiu, ocultou-se entre os freqüentadores e servos dos sacerdotes, para de longe ver o que ocorreria, e então por fim Negou-o. Jesus se declararia Rei? Esquivaria da multidão como já havia feito? Paralisaria a todos? Jesus se revelaria Messias, o que aconteceria?

Durante todo o ministério de Judas, ele segundo as Escrituras, ele usufruía dos recursos da bolsa, superfaturava, desviava dinheiro, doações das ricas mulheres que seguiam Jesus. Inclusive a Esposa do Governador Poncio Pilatos, os recursos que os publicanos deixavam como ofertas ao custeio do projeto de JESUS e de ajuda aos miseráveis que eram acolhidos por Jesus.

Neste trabalho há muitos Judaizismos[2], mas a todos procuro dar explicação e entendimento. Os locais e referencias geográfica também serão esclarecidas, bem como as bibliografias.

Bem, antes de partimos em busca do que povoava os pensamentos de Judas, faz-se necessário conhecer um pouco de termos e particularidades dos semíticos e Judaicos.
A língua semítica no geral é pronunciada de forma gutural e originalmente o aramaico e hebraico não possuíam vogais, Além é claro de ser escrito da Direita para Esquerda, o que dificultava e dificulta a tradução de códices originais. Mesmo assim estudiosos têm se dedicado a compreender e interpretar a língua. Rabinos de alto conhecimento do quilate de Ákiva[3] do primeiro século de Cristo que ajudaram a escrever o Mishma se empenharam e têm se empenhado nesse encargo, ou seja, entender plenamente a língua antiga.
Logo abaixo, tomei a liberdade de transcrever um trabalho muito bom que ajudará no objetivo proposto inicialmente, ou seja, compreender um pouco do semítico e sua discussão.
 
quae ex originali.”
 
Existem alguns sites na internet que dizem que o nome de Deus é YAOHU.

O nome de Deus jamais poderia ser Yaohu, pois a vogal hebraica "Kamets" não tem o som de "ao", mas sim o som de "a" ou de "o", e a letra hebraica "Vav", no caso do tetragrama יהוה  é consoante, pois está seguida por uma vogal, que é indicada pela letra "He" final, e por isso neste caso a letra "Vav" tem som de "v".
 O verdadeiro nome de Deus é Yahveh.  Escrito em letras hebraicas é יַהְוֶה. Pronuncia-se “Yahvé”, mas se for pronunciado de maneira mais pausada, a pronúncia é “Yahevé”.
 O nome de Deus, adaptado para a língua portuguesa, é “Javé”, ou “Jaevé”.

Veja a explicação detalhada da grafia e da pronúncia correta do nome de Deus.

 
  
Existe uma forma abreviada do nome de Deus, que é יָהּ. Pronuncia-se “Yáhe”, pois neste caso o “Hê” final é pronunciado, pois está com um ponto dentro dele, chamado “Mappiq”, o qual indica que o Hê deve ser pronunciado, apesar de estar no final da palavra.
 Esta forma abreviada do nome de Deus, adaptada para a língua portuguesa, é “Jae”.
 A forma abreviada do nome de Deus é usada no Tanach geralmente em trechos poéticos, como, por exemplo, Êxodo 15:2 e Salmos 118:5, e é usada também na expressão הַלְלוּ יָהּ  “halelú Yáhe", que adaptada para o português é "aleluia", a qual significa "louvai a Jae".
 Em hebraico, formas abreviadas do nome de Deus são usadas para formar nomes próprios.
 Existem cinco formas abreviadas do nome de Deus que são usadas para formar nomes próprios, sendo que duas são usadas como sufixo e três são usadas como prefixo:
 As formas abreviadas do nome de Deus que são usadas como sufixos para formar nomes próprios são יָהוּ  “Yáhu" e יָה "Yá".

Exemplos:

יְשַׁעְיָהוּ “Yeshayáhu", que adaptado para o português é “Isaías”, que significa "Javé salva".

יְשַׁעְיָה "Yeshayá", forma mais abreviada do nome anterior.

יִרְמְיָהוּ "Yirmeyáhu", que adaptado para o português é “Jeremias”, que significa "Javé atira".

יִרְמְיָה "Yirmeyá", forma mais abreviada do nome anterior.

As formas abreviadas do nome de Deus que são usadas como prefixos para formar nomes próprios são יְהוֹ  “Yeho", יוֹ "Yo" e יֵ  “Ye".

Exemplos:

יְהוֹחָנָן  "Yehochanan", que adaptado para o português é “Jeoanã”, ou “Joanã”, ou “João”, que significa "Javé agraciou".

יוֹחָנָן "Yochanan", forma mais abreviada do nome anterior.

יְהוֹשׁוּעַ "Yehoshua", que adaptado para o português é “Jeosua”, ou “Josua”, ou “Josué”, ou “Jesus”, que significa "Javé salva".

יֵשׁוּעַ "Yeshua", forma mais abreviada do nome anterior.

Este nome, יְהוֹשׁוּעַ "Yehoshua", ou יֵשׁוּעַ "Yeshua", é o nome do sucessor de Moisés, geralmente conhecido como Josué, e é também o nome do sumo sacerdote mencionado em Esdras 3:2 3:8 e Ageu 1:1 e 1: 12 e 1: 14 e em Zacarias 3:1.

A forma abreviada do nome de Deus quando está no início da palavra é diferente de quando está no final da palavra, devido às regras fonéticas da língua hebraica, que exigem a alteração das vogais, conforme a posição no início, ou no fim da palavra, ou conforme estejam mais perto ou mais longe do fim da palavra, quando há formação de palavras juntando prefixos ou sufixos.

Exemplo:

מֶלֶךְ  "mélekh", que significa "rei" e מַלְכֵּנוּ "malkênu", que é a mesma palavra, com o sufixo da primeira pessoa do plural, e que significa "nosso rei", e מְלָכִים “melakhim”, que significa “reis”.

Outro exemplo:

כָּבוֹד "kavod", que significa "glória", e כְּבוֹדוֹ  “kevodô", que é a mesma palavra, com o sufixo da terceira pessoa do singular, e que significa "a sua glória" ou "a glória dele".
 Por este motivo é que a forma abreviada do nome de Deusיָהוּ Yahu, quando é colocada como prefixo, no início da palavra, passa a ser vocalizada como יְהוֹ Yeho.

Judá em hebraico é יְהוּדָה  “Yehudá", que significa "ele seja louvado".

Judeu em hebraico é יְהוּדִי  “Yehudi", que significa "de Judá", ou "da Tribo de Judá", ou "natural do Reino de Judá", ou "adepto do Judaísmo".

Israel em hebraico é יִשְׂרָאֵל Yisrael, que significa “Deus luta”. Esta palavra, adaptada para o português, é Israel.

Israelita em hebraico é יִשְׂרָאֵלִי Yisraeli, que significa “descendente de Israel”, ou “pertencente ao povo de Israel”.
 A palavra hebraica אֲדֹנָי  ouאֲדוֹנָי  “Adonai", que significa "Senhor", nada tem a ver com o nome do deus grego Adônis, pois a língua grega pertence à família lingüística indo-européia, e o hebraico pertence à família lingüística hamito-semítica, de modo que não se podem relacionar palavras de sons semelhantes gregas e hebraicas.

O nome יֵשׁוּעַ “Yeshua" nada tem a ver com a palavra hebraica עֵז “ez”, que significa “bode”.

A palavra “Deus” nada tem a ver com a palavra “Zeus”, são palavras totalmente diferentes e não relacionadas.

A palavra portuguesa “Deus” é a tradução fiel das palavras hebraicas אֵל “El”, אֱלוֹהַּ “Elôahe” e אֱלוֹהִים “Elohim”, que significam “Deus”.

A palavra inglesa “God” nada tem a ver com o nome do deus cananeu Gad, mencionado na Bíblia, pois os cananeus falavam uma língua semítica, e o inglês é uma língua indo-européia, de modo que não se pode relacionar o nome do deus cananeu Gad com a palavra inglesa God.
                                                                  
A palavra inglesa “God” é a fiel tradução para o inglês das palavras hebraicas אֵל “El”, אֱלוֹהַּ “Elôahe” e אֱלוֹהִים “Elohim”, que significam “Deus”.

Gólgota é a adaptação para o grego da palavra aramaica גֹלְגֹלְתָא “Golgoltá”, que nada tem a ver com a palavra inglesa “God”, pois é totalmente diferente, e, além disso, o aramaico é uma língua semítica e o inglês é uma língua indo-européia, de modo que não pode haver nenhuma relação entre palavras de uma e de outra língua.

הַשֵּׁם “Hashem” ou “Ha-Shem”, em hebraico, significa “O Nome”.

O prefixo הַ “ha” é artigo definido, e significa “o”.

A palavra hebraica שֵׁם “Shem” significa “nome”, e nada tem a ver com o nome da deusa assíria Semíramis, pois são palavras totalmente diferentes e não relacionadas.

אֵל שַׁדָּי “El Shaday” em hebraico significa “Deus Onipotente”.

A palavra hebraica אֵל “El” significa “Deus”, e nada tem a ver com o nome de nenhum ídolo.

A palavra hebraica  שַׁדַּי “Shaday” significa “Onipotente” ou “Todo-Poderoso”, e nada tem a ver com nomes de espíritos malignos.

Não existe hebraico arcaico. O hebraico em que está escrito o Tanakh é o mais antigo que existe. Existe o hebraico bíblico, e existe o hebraico moderno, mas não existe hebraico arcaico. O hebraico mais antigo que existe é aquele utilizado no texto do Tanach (Antigo Testamento). Não se deve confundir o alfabeto com a língua. Após o exílio em Babilônia, os judeus passaram a usar o alfabeto aramaico para escrever o hebraico, mas isto não alterou em nada a língua hebraica, que continuou a mesma. Além disso, o alfabeto hebraico antigo e o alfabeto hebraico moderno, na realidade, é o mesmo alfabeto, só mudou a maneira de desenhar cada letra, mas continuaram sendo as mesmas letras. É o mesmo que acontece com o alfabeto brasileiro, em que há as letras de imprensa maiúsculas, as letras de imprensa minúsculas, as letras manuscritas maiúsculas e as letras manuscritas minúsculas. Em cada um desses conjuntos de letras, as letras são desenhadas de maneira diferente, mas são as mesmas letras.

Não existe em hebraico a palavra “Ulhim”.

Não existe em hebraico a palavra “Molkhiul”.

Deus em hebraico é “El” e não “Ul”.

A palavra hebraica רוּחַ “ruach” (o ch na transliteração de palavras hebraicas tem o som do ch em alemão na palavra Bach) significa “espírito” ou “vento”.

É totalmente falsa a informação de que רוּחַ “ruach” significa: “mal”, “maligno” ou “mau”.

רוּחַ הַקֹּדֶשׁ “Ruach ha-Kódesh” significa “Espírito Santo”, e nada tem a ver com a palavra אַקּוֹ “akko”, que é completamente diferente e não relacionada.

Não existe em hebraico a palavra “Rúkha”.

Não existe em hebraico a palavra “hol”.

Não existe em hebraico a palavra “Hodshúa”.

Não existe em hebraico a palavra “amnao”.

Amém em hebraico é אָמֵן “amén”.

Infelizmente, as pessoas que escreveram o que consta nos mencionados sites mentem muito, e fazem desinformação, ou seja, divulgam informações totalmente falsas.

Ao que tudo indica as pessoas que escreveram nos referidos sites procuram, por todos os meios, evitar que as pessoas pronunciem corretamente o nome de Deus, que é יַהְוֶה “Yahvé” ou “Yahevé”, sendo que a forma adaptada para a língua portuguesa é Javé ou Jaevé.

A adaptação de uma língua para outra é necessária, pois Deus deu a cada povo um sistema fonético diferente, quando Ele fez a confusão das línguas em Babel, conforme consta em Gênesis 11:1-9.

Portanto, as pessoas que escreveram nos referidos sites estão sendo usadas pelo Satanás, para impedir que as pessoas invoquem o nome de Javé.

Em Deuteronômio 6: 13 está escrito: “A JAVÉ TEU DEUS TEMERÁS, E A ELE SERVIRÁS, E PELO SEU NOME JURARÁS”, e em Salmos 105:1 está escrito: “LOUVAI A JAVÉ, INVOCAI O SEU NOME”, e em Joel 3:5 (ou 2:32) está escrito: “E ACONTECERÁ QUE TODO AQUELE QUE INVOCAR O NOME DE JAVÉ SERÁ SALVO”.

Portanto, devemos invocar o nome de Javé, o nosso Criador bendito.

...
Que Javé (Yahveh) vos abençoe.

João Paulo Fernandes Pontes (nome hebraico: Yochanan Ben Yosef).

Publicado em 15 de abril de 2007.
 ”Atualizado em 25 de maio de 2014.”

Boa Leitura.
André Luiz G Santos.


Localização


 Aqui em meio a trevas profundas, neste lugar, em que meus pensamentos são atemorizantes, perturbadores incuráveis e me afligem sem parar. Posso sentir todas as sensações imagináveis como antes, só há um detalhe não tem como satisfazer nenhum anseio, nada de que eu desejo posso fazer, sinto como se tivesse sede, sinto como se minha língua se pegasse ao céu da boca: qual boca? Não há língua ou boca, algo em meu âmago está insatisfeito, não há como saber; parece fome, parece um vazio, não há descrição, não há como preencher. Quando criança, tinha pesadelos, sonhava caindo indefinidamente, mas ante a ansiedade, acordava.  Aqui o pesadelo não termina, minha consciência me cobra indefinidamente. Não há dia ou noite apenas este vazio, e as imagens da minha mente cobrando, cobrando, e cobrando. Recordo diuturnamente refaço passo a passo de minha vida.

Não sei quando realmente começou, mas sei como começou.

Tudo parecia tão normal para as condições do próprio tempo; havia no meio do populacho um murmúrio muito grande. Aconteceria     algo por aqueles dias. Todos sentiam.

Mas na verdade, quem poderia alcançar a dimensão de tudo, e seu real sentido.

            Para que se possa compreender com clareza o que passarei a relatar, faz-se necessário primeiro, que explique como pensam os povos de então. Pois, compreendo que não é fácil compreender o pensamento semítico e sei que não sou um Chacham[4].

            O peso de ser um povo escolhido mediante as varias fases de escolha, por mais de uma vez nossos patriarcas não eram os primeiros na linha e de comando tribal, e por mai s de uma vez a soma de acontecimentos os colocou em evidencia tornando-os os atores principais.
Desde nosso pai Avraham durante sua peregrinaçāo. A nossa mãe Sarah Sugeriu a nosso pai Abraão que sua serva Hagar lhe desse um filho e lhe nasceu Ismael e que após o nascimento desprezou a sua senhora e seu meio-irmão pelo que, foi mandado ir para Berseba e nos dias de Isaac e mesmo ou muito mais de nosso pai Jacó uma vez que ele já nasceu em lutas com seu irmão Edon, pois, para conseguir a primogenitura usou de artifício aproveitando-se da fome do irmão, e diante do fato de Edon sempre ter desprezado o seu direito, este foi comprado por Jacó e assim sempre tivemos que lutar muito, por isso todas as oportunidades teriam que ser agarradas.

            Não me sai da cabeça ainda agora. Esta é a pior parte da tormenta, a voz de Yeshua durante a Ceia não dá para esquecer. Ele Partiu o kemach matza[5] após fazer a oraçāo do pessach[6] molhou o matzo[7] no Kosher[8] e me falou ao pé do ouvido sua voz sempre firme, mas, doce, e agora a ouço com um tom de melancolia: “que tem de fazer faça depressa”. Dia, após, dia noite, após, noite as mesmas palavras. A forte imagem DELE sendo levado... Espancado, mas... Eu pedi para não baterem NELE... Eles não me ouviram, eles não me ouviram, por que Ele não reagiu? Dava pra sentir um forte movimento nos ares, poderia levantar o dedo mínimo, e os agressores cairiam. Por que Ele não reagiu?... Foi arrastado ao Sinedrio, não era necessário Ele estava indo voluntariamente; para que gritavam aquilo? “impostor”, não Ele não era impostor, era Rei, eu vi quando os céus se abriram o Ruach ha-Kódesh [9] desceu. Eu vi, ouvi o estrondo da voz de EL SHADDAI [10], sou testemunha, eles não tinham o direito, Ele é Rei e eu era seu ministro, seu tesoureiro, Eu sabia que Ele reinvidicaria a ocupação, seu lugar era seu direito. Mas sabe o que Ele disse? Sou Rei sim, mas, meu Reino não é aqui, meu Reino não é aqui, como pôde? Bastava elevar o dedo mínimo e os Céus iriam se abrir miríades chegaria, fogo cairia e os nossos adversários seriam aniquilados. Não ficaria nem um Romano Ímpio, imundo, amoral, seria purificado a gloriosa Jerusalém, vou provar a vocês que sei o que era para acontecer: Agora o que acontece comigo é diferente, mas não foi assim foi que eu vi e entendi.

            É sufocante conviver com a verdade latejando ante seus olhos, ver e rever como desprezei a maior e mais importante oportunidade de minha vida. A estúpida decisão de me pendurar num ato de desespero, vergonha e medo pelo ato mais covarde e vil, desprezível; sim fui desprezível, se quer pensei nos meus; aliás, enquanto roubava das doações vultosas achava que “não haveria mal algum afinal, eu é que gerenciava e pagava e comprava e mantinha em ordem. Era um pagamento”, e agora vendo meus mal feitos diuturnamente sendo que a cobrança não para, a paz não me alcança. O medo me persegue, o terror me oprime e não há fôlego, não há tempo, não há dia, não há noite, nem mesmo uma brisa, só o bafo enlouquecedor da escuridão. A maior dor que sinto é aqui na alma que desprezei. Não tenho como tatear, pois não existe chão para sentir, não se contemplam nem mesmo estrelas. O que se pode contemplar e com nitidez é uma gloria vivida por outros, e por mais que se busque não tenho como alcançar. Grito meu desespero sem ser ouvido, não acaba essa sensação de dor no peito, não tenho peito, não tenho corpo a agarrar. Ouço vozes e gritos em todo tempo, meus gritos são sufocados por outros desesperados, mas a ninguém vejo. Ouço outros pensamentos aterrorizantes compartilham do desespero alheio sem solução, soluços agozantes e desesperançados uma tortura mental provocada por minha escolha infeliz. Não acreditava que viria para Hades, pois sou filho de Avraham puro de linhagem, aqui só pode ser o que o Rabi falou em suas parábolas, ouvi e não compreendi, vi e não entendi, agora busco uma saída, e não há. Busco solução não a encontro, e minhas lembranças cobram-me sem cessar.

            Não há acima, abaixo, lado esquerdo ou direito, o que será isso, nem mesmo vultos, desejo ver pelo menos vultos, nada somente gritos, lamentos, e a torturante lembrança que me persegue. Tento tatear, se quer tenho mãos deixem-me pensamentos meus, abandonem-me memórias miseráveis. Mas não tenho tréguas, nem mesmo um prazo para respirar, quero desaparecer, mas, onde, como? Se pudesse correr correria sem parar correria, correria para fugir de mim mesmo. O tormento não me deixa a dor não me abandona, consigo sentir a corda me sufocando, e meu peito também. Quando isso vai acabar? Poderei sair deste lugar? É interminável o tormento socorro, socorro.




A Revelação


Era uma manhã, estava ouvindo João o que batizava[11] clamando a plenos pulmões, ele estava às margens do Rio Jordão dizendo: “Mudem seus Caminhos, suas atitudes, pois está chegando o Reino de Deus”.
Suas palavras eram impressionantes, o mais impressionante mesmo eram suas roupas, parecia surreal, pelo de camelo, era como ver um descrente vindo de cavernas. Multidões vinham para ouvir, neste tempo esperávamos alguma coisa acontecer, havia um movimento político convencendo a alguns que a mudança aconteceria se tomássemos uma atitude, havia também um movimento de puritanos que se isolaram em Qunrãn, certo é que todos esperavam que o Mashiach, ou melhor, um Rei Messias fosse apresentado ao mundo, ele nos livraria dos perversos Romanos, uniria a nação tornando-a a maior nação do mundo. Minha curiosidade levou-me a ouvir o que aquele homem estranho dizia, eu digo estranho, pois, pelo que se contava ele é filho de Levy, era sacerdote, e pelo que sabia o Pai dele o Sacerdote Zacarias ficou mudo próximo ao nascimento do menino, só recuperando a fala para falar o nome do menino que não tinha nada a ver com nomes da família.
Fique entendido que muitos profetas foram mortos ou maltratados no passado, e que por mais de 300 anos que não se levantava profeta. Este é o motivo de tanta expectativa referente ao prometido, surgindo um mensageiro coerente Claro que haveria um alvoroço houve um real alvoroço, surgiram é verdade alguns loucos incoerentes, Barsabas foi o mais louco, daí ser João o que Batizava tão festejado. A verdadeira expectativa era de saber se ele seria o Mashiach[12], e por isso perguntaram: Você é o Mashiach[13]? Mas, para nossa surpresa ele disse que não era, e sim que seria o precursor do Enviado, pois, não era digno de se quer chegar perto d’Ele. Como assim? Ainda não estava formada a corte da realeza Messiânica? Esta era a oportunidade magnânima, fazer parte da historia do novo Israel, o Israel glorioso, não escravo de ímpios e imorais centuriões, era a renovação do reinado de David[14] e neste caso estava qualificado a participar bastava conhecê-lo, pois sou o puro representante de Ish-Kerióth[15]. Ah! Minha doce Ish-Kerióth, próximo a Yaohú-dah, linda, farei grande minha cidade natal, serei o mais próximo e poderoso ministro do Novo Yshael, fui preparado para isso, sou escriba, sei ler e escrever, e tenho o essencial para a corte. Declarei ambicioso. Este era o pensamento que me circunscrevia.
            Aproximar-me fazer-me amigo intimo fiel, confiável este era o meu objetivo, isso se tornou minha obsessão.
            Aconteceu que Estava ouvindo mais detalhes para conhecer e reconhecer o Mashiach, quando João erguendo os olhos disse: “Eis o cordeiro de Deus[16]. Ninguém compreendeu que queria dizer, isto é, quase ninguém, eu compreendi e procurei na multidão. Procurava por alguém que expressasse a Beleza de Deus, procurava por homem com a aparência de um Deus. O que via, no entanto eram homens comuns, brutos, sem expressão facial, até que vi um homem espadaúdo, brutão mesmo, mas com um olhar incomum, profundo quando me olhou, sim, pois, passou bem rente a mim, parece que me despiu a alma, olhou dentro de mim, não poderia ser, pois não tinha beleza alguma, como era possível? Suas mãos eram calejadas, parecia ser oriundo de trabalhos braçais, mas as profecias diziam que Ele teria um profundo conhecimento de Deus, um homem sem instrução não teria este conhecimento. Para mim, Ele sequer saberia ler, quanto menos ter estudado junto a rabinos, ou escribas que pudessem transmitir-lhe o conhecimento do Mishma, da Torah, do Tanakh, do Talmude, afinal que sabem as ralés? Apenas seguir o que lhes dizem doutores da Lei.
            A atenção voltou-se ao profeta, ele e o Brutão conversam sem que saibamos o que se passa, o Galileu desceu às águas, meu pensamento questionou-me mais uma vez, “não há de ser o Mashiach alguém que tem do que se arrepender”. Mas qual; vimos uma forte luz e luzes sobre o Galileu, sons terríveis ouvimos sem compreender, pois, pareciam trovões. Mas os acontecimentos agitaram a multidão. Não sei para onde foi somente no dia seguinte pude vê-lo novamente e João repetiu o anuncio. Já não havia duvida eu o segui, mas adiante de mim havia outro só que Galileu chamado Adonias[17] foi interrogado sobre o que procurava, a resposta que todos queríamos saber era onde morava. E Ele nos disse: “venham e vejam[18], e fomos com ele durante o caminho percebi que não obstante sua compleição física, sua voz era agradável, cheia de força e segurança, e por incrível que poderia me parecer o que falava era mais claro e completo que qualquer rabôni[19] que já ouvi, e as razões apresentadas por Ele de tal simplicidade que dizíamos por que não pensei nisso antes.

            Deixei tudo, decidi fazê-lo Rei e eu seu ministro principal afinal tinha excelente formação própria de meu berço[20], em seguida me pareceu nepotismo André chamar seu irmão Shimon Bar Yonah[21] que foi apelidado de Pedro por ser bruto como uma rocha, afoito como adolescente e analfabeto. Para mim até o momento era bom, pois ainda o único instruído. Junto ao pescador estavam seus sócios: Yonah, Yaakov, Yochanan[22] seguiram ao Rabi os dois sócios de Yonah, ainda vantajoso para mim. Seguimos para a Galiléia mais precisamente Betsaida[23] por decisão do Rabi, a mesma região de origem de Céfas seu irmão e seus sócios, o que não era bom, pois poderia haver mais nepotismo. Tal qual, encontramos certo Filipe de pai Grego e mãe judia que também fora discípulo de João. Mas como foi o próprio Rabi quem o chamou, nada como me aproximar. Filipe havia me convidado a falarmos a um estudante fiel da Torah, temente a YHWH. Ao vê-lo estava praticando o Minchá[24], após o que Filipe lhe disse feliz: “achamos o Elia-uh profetizado por Moshe[25]”. “e por acaso sai alguma coisa boa de Nazaré”. Foi a arrogante resposta de Natan‘el[26]. Filipe lhe disse: “Vem e veja por si”. O Rabi viu Natanael vindo até ele e disse a seu respeito: “Eis verdadeiramente um israelita em quem não há fraude.” Natanael lhe disse: “De onde me conheces?”Respondeu-lhe Jesus: “Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas sob a figueira”. Então Natanael exclamou: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.[27] Ficamos
Atordoados, espantados mesmo, como Ele poderia saber? Pois, estávamos apenas os dois e Natanael, somente sendo o Mashiach poderia ver tudo, realmente o havia achado.
            Outro Galileu chamado pelo Rabi foi Shimon o kanai[28], e me aproximei dele mais que dos demais, pois, já havia participado de um grupo Kanai e até feito algumas incursões contra os Romanos, e por missões encaminhadas pelo Rabi íamos juntos.



A confiança.


            Acompanhamos o Rabi à Galiléia, pois, lá estava sua mãe. Vivia lá, chegamos à casa de sua mãe, soubemos das bodas de seu parente, ao saber da presença do rabi eles o convidaram e a nós também, sua mãe muito piedosa era viúva e respeitada por sua firme fé e atitudes probas, a carpintaria da família era bem cuidada de modo que seu bom gosto fazia as vendas irem bem.
            Na festa, observava a atitude do Rabi que em tudo divergia dos demais Rabinos, se bem que, estava entre os seus, mas conversava sem reserva com todos e os sábios e entendidos de todas as formas buscavam disputar com Ele pontos polêmicos da Torah, mas em nada conseguiam vencê-lo a cada assunto discutido sua voz firme e suave demonstrava onde estávamos equivocados e quão crassos eram nossos erros. Quando sua mãe o chamou à parte fomos juntos, por ser a familiar de maior respeito e mais próxima da mãe do noivo confidenciou-lhe o temor da vergonha, e Mary[29] disse à sua confidente que saberia o que fazer, e assim com a autorização da anfitriã levou consigo alguns dos servos de confiança, e orientou-os que fizessem tudo que Ele lhes disse por mais louco que pudesse parecer. Achei interessante a observação, fiquei olhando a ver o que iria acontecer, “será que eles têm algum kosher em reserva?”, o Rabi com simplicidade de quem sabe mais do que aparenta e que nada o surpreende. Disse-lhe: “Enchei de água estas seis talhas”. Como assim encher de água? Que brincadeira era esta; seu parente seria execrado, humilhado, que era isso? Eram aproximadamente 720 litros[30], sua ordem posterior pareceria ainda mais absurda. “Agora levai ao mestre sala”, o que? Como assim? Levar água ao mestre sala? Qual o que; fui experimentar e era vinho. O melhor que já provei, seria mágica, seria ele mago? Minha mente girava, girava o que estava acontecendo? Mas todos provaram era vinho, não havia como contestar o melhor vinho era milagre só havia esta explicação. Quando foram em busca de Jesus, Ele já havia se recolhido não estava mais na Festa, evidente fui à sua procura.

            A partir daí vários homens que tomaram conhecimento do fato passaram a segui-lo até mesmo escribas. Foi convidado a estar no Shabat[31] na Sinagoga para o Parashát, no dia e por saber do milagre do Kosher, já havia uma grande quantidade de seguidores, pois, também curava doentes, seguimos para Cafarnaum sua moradia e como era próximo da páscoa fomos para Jerusalém a noticia se espalhou e houve grande aglomeração havia vários cambistas estavam frenéticos, pois, havia muito movimento para a festa do Pessach[32]. O Rabi Chegou à ao pátio do Templo e ao ver que os cambistas faziam dali uma feira, ficou tomado de ira pegou um azorrague de um Caravaneiro que perto dali estava e passou a derrubar as barracas e a brandir o azorrague, como se fosse chicotear aos transgressores. Após o susto no Shabbat, fomos aguardar o encerramento do repouso para voltar para Kephar Nachûm[33], nesta mesma noite certo Membro do Sanhedrîn[34] Chamado Nicodemos[35], que nos pediu para leva – lo até o Rabi com urgência, e assim o Nasi foi levado e nós também queríamos saber de que se tratava. Desde então, passou a segui-lo grandes multidões e nós que o seguíamos desde o princípio passamos a cercá-lo, pois, a população não tinha muitos critérios e o espremiam não era possível nem caminhar, um frenesi. O mestre passou a permitir que fizéssemos um circulo à sua volta e segundo ele não era para protegê-lo e sim organizar a forma de aproximação, havia muito milagre, pessoas possuídas de todo o tipo de enfermidade acorriam ao Mestre, e por Ele eram curadas, era para mim particularmente possível antever o reino proclamado e eu seu auxiliar acílito, mais próximo ou quem sabe seu tesoureiro e todas as riquezas de seu reino passariam pelas minhas mãos. Coincidentemente mulheres de ricos comerciantes e dignatários que receberam graças, passaram a financiar as necessidades e viagens do Mashiach. Por ser entre os seguidores mais próximos o mais letrado Ele me escolheu, Ele me escolheu, Ele me escolheu... Meus sonhos estavam se concretizando, tomaria conta da bolsa seria seu tesoureiro. Mas uma Sombra passou a me assombrar. O Rabi voltando a Galileia passando próxima a coletoria viu o publicano[36] Mattiyyah, que coletava impostos, ele é um funcionário público e lidava com dinheiro, e era estudado.
            A prática da Misericórdia aos pobres como é sabido é uma virtude ordenada na Torah[37], como é ensinado sempre assistir aos pobres. E as bondosas Senhoras e nobres faziam vultosas ofertas à bolsa que gorda fazia de mim uma poderoso benfeitor.
            Há também outro motivo do Rabi instituir um tesoureiro; certa vez quando entravamos em Kephar Nachûm, alguns cobradores de impostos não se atrevendo interpelar o Rabi, perguntaram a Pedro: “Não Paga Vosso Mestre os oito gramas de prata?” Pedro sem saber o que dizer respondeu olhando para mim: “Sim”, mas antes que qualquer um dissesse algo Jesus se antecipou, ordenou a Pedro que pescasse e que na boca do peixe teria o valor do imposto. Além do que, muitos dos que creram na mensagem messiânica desejavam contribuir para a instituição do novo reino. A esta altura já éramos muitos seguidores e dos que estavam mais próximos buscava sempre estar entre os primeiros, sempre pronto e atento assim a cada dia conquistava a confiança do Rabi.



Vi e Vivi o que os Outros não Viram.


                Onde estou só há escuridão, quando na Esnoga[38] nos ensinavam que ao descer à habitação dos mortos haveria silencio erraram, pois, aqui minha consciência grita dentro de minha alma e não há paz se pelo menos houvesse solução para minha aflição, mas não, há apenas a cobrança constante dos meus atos. Revivo constantemente as maravilhas vistas e vividas. Logo que Conheci a Yehoshua, fomos à  Galileia  e houve a transformação de água para vinho. Chegamos a casa de Cefas e a sua sogra padecia enferma[39] e com apenas tomando-a pelas mão a curou, ainda na Galileia saímos da Sanhedrîn e com sua declaração de “quero fica limpo” o leproso ficou curado. Fora os vários milagres de cura, já em Cafarnaum a libertação de endemoninhados. Certa vez, ainda antes de ser um seguidor Pedro e seus sócios pescavam sem, contudo, ter sucesso o Rabi estava próximo ao mar e grito-lhes, lancem a rede para o lado direito eles se perguntaram o que sabe este nazareno, mas, Pedro cumpriu a determinação e para a surpresa de todos eles a rede ficou tão cheia que parecia que os peixes escondidos receberam ordem de pular na rede. As duas vezes que multiplicou pães e peixes, A cura do Filho do Oficial que também passou a ser um cooperador da bolsa, Outra Vez em Naim[40] uma mulher vinha com um cortejo em prantos, é que seu filho provedor de sua casa havia morrido, e além de sua falta a mulher já antevia as privações pelas quais seria afligido, o Rabi mandou o corteja parar e compadecido da viúva consolou-a e voltando-se para o esquife ordenou “rapaz te mando levanta-te” ao que o jovem saltou do esquife e abraçou a sua mãe. Que dizer então da noite em que o Rabi ficou em Cafarnaum e nos mandou atravessar para Genezaré, já alta madrugada, com o mar agitado, vimos uma figura caminhando sobre as águas agitadas, todos gritamos de pavor, pois, muitas são as lendas de criaturas das águas. Mas ao tornar-se mais visível verificamos que era o Mestre que vinha ou seu espírito, Cefas o mais atirado gritou que se fosse o mestre que o mandasse ir até si, e assim se fez. Porque não fui eu? Certamente eu não teria afundado. Mas as formas de milagres nunca poderiam ser esgotadas. Certo Cego de nascença, estava próximo do tanque em Siloé e o Rabi o viu ...

A Tentação.


 

O peso da revelação.


Eu sei que não estou mais encarnado, no início não pude compreender como era possível, eu vi a mim mesmo pendurado naquela maldita arvore não era grande o que ditou meu ato de desespero foi saber que tudo que até então pensava ser a mais absoluta verdade havia caído por terra. Como já mencionei Yahoshua não reivindicou o trono nem convocou o povo a tomar o poder, e com a ajuda das milícias celestiais derrotou os Romanos, não, Ele simplesmente se submeteu, e naquela hora passou como um lampejo em minha mente; “matei um justo, o que pensei estava errado, a revelação daquela hora foi para mim um castigo, Ele deveria morrer, e quem o matou fui eu”.




[1]  Termos convencionados para Escritos na Oholyao, divulgadas no site do Kohanul, que traduzido é Jesus.
[2] Judaizismos termos usados nas línguas influenciadas pelo idioma Hebraico/judaico-transliterado.
[3] Akiva Ben Yossef ou Rabi Akiva foi um tanaíta da província da Judeia em fins do primeiro século e durante a primeira metade do segundo século. Nascimento50 d.C., Cesareia, Israel Falecimento137 d.C., Cesareia, Israel. Nome completoAkiva ben Joseph. CônjugeRaquel. PaisJoseph. LivrosThe Book of Formation (Sepher Yetzirah): Including the 32 Paths of Wisdom Their Correspondence with the Hebrew Alphabet and the Tarot Symbols,

[4] Estudante Sábio- תלמיד חכם parece ser uma arrogância do que presume saber e saber mais que os outros e não sabe.
[5] מַצָּה קמח - Pão sem fermento usado na festa da páscoa – e costume na festividade de páscoa uma semana antes retirar todo o fermento da casa e deixá-lo em um cofre na sinagoga até o Shabat.
[6] Páscoa פסח – ou passagem, festa comemorada desde a libertação do Egito, comemora-se a libertação da escravidão.
[7]   מצאו - Pão
[8]   (כושר) Vinho bebido nas festividades
[9]   (הקודש רוח) - Espírito de Deus, ou ao pé da letra, O Espírito de Santidade
[10] (אל שדי) Senhor Deus Todo poderoso ou Jesus Cristo ou Jeová conforme a seqüência que a escrita é colocada.
[11] João Batista seis meses antes de seu primo nasceu, Jesus Cristo. Foi um nascimento milagroso. Zacarias e Isabel, pais de João Batista eram idosos e não tinham filhos. O registro não é claro se era Isabel ou Zacarias quem não podia ter filhos. O fato é que quando Zacarias teve uma visão do anjo Gabriel anunciando-lhe um filho duvidou que tivesse um filho, por ser velho (Lucas 1: 18-20); e Isabel sua mulher ao engravidar disse que o Senhor atentara para ela “para destruir [seu] opróbrio entre os homens” (Lucas 1:25).
[12] A palavra "Cristo" (em grego Χριστός, Christós, "O Ungido" ou "O Consagrado") é uma tradução para o grego do termo hebraico mashiach. No Antigo Testamento, a palavra Messias aparece apenas duas vezes: em Daniel 09: 25-26, quando um anjo anuncia ao profeta Daniel que o Messias surgiria e seria morto.
[13] Conforme referencia acima.
[14] Davi ou David (em hebraico: דוד, literalmente "querido", "amado"; no hebraico moderno David, no hebraico tiberiano Dāwiḏ; em árabe: داود) é reconhecido como o maior rei de Israel.
[15] Ish-Kerióth – Iscariot é uma referencia ao local de origem de Judas veja pelo nome dos pais mãe cyborea iscariot e pai Simon iscariot - KE'RIOTH, 12 MS. devido s. de Hebron, 30 MS. de Jerusalém, agora Kureitein, 14 MS. W. do Mar Morto. Não confundir com o outro Kerioth estava em Moab, muito provavelmente perto do Monte. Attarus, na parte NE do Mar Morto, embora alguns suponham que sejam 50 MS. e. pelo s. do mar de Tibéria, 6 ms. e. do suposto Bozrah e agora Kureiyeh, mas essa região nunca foi chamada Moab.
[16]  -אנדרה - - Evan. João 1: 29
 [17] -ADONIAS – do hebraico: ADONIAHUANDRÉ – do grego: ANDREAS, ou André.
[18]  -Evan. João 1: 39 -
[19]  - Um Rabôni, ou Rabi, era um judeu culto que conhecia e ensinava as Escrituras. Normalmente, para ser Rabi, um homem estudava as Escrituras como discípulo de outro Rabi durante vários anos. Só homens maduros, com mais de 30 anos eram considerados Rabis. O Rabôni tinha autoridade para explicar as Escrituras ao povo e podia treinar discípulos para que um dia também fossem Rabis. O Rabôni escolhia quem podia ser seu discípulo e servia como professor e exemplo para eles. Ser escolhido para ser o discípulo de um Rabôni era uma grande honra para um judeu.
[20] - A terra natal de Judas, ou seja, KE'RIOTH era tida como berço de grandes rabinos.
[21]  - Traduzido Simão filho de Jonas, normalmente o primogênito por referencia recebia esta designação como é usual no interior se dizer Lico da Tininha, ou João do Bar etc.
[22]  - Jonas, Tiago e João estes dois Filhos de Zebedeu
[23]  - O significado de Betsaida é do aramaico, significando “Casa do Caçador (ou: Pescador)”
[24]  - Oração da tarde realizadas pelos Judeus Ortodoxos ou praticantes
[25]  - Nome: Moisés (em hebraico, Moshe - em egípcio, Mósis).
[26]  - Natanael (em hebraico Netan'el) aparece no Evangelho de João, nos capítulos 1 e 21. Nos outros 3 evangelhos ele não é mencionado, contudo se retém que seja a mesma pessoa chamada nos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) com o nome de Bartolomeu. Portando, é um dos 12 apóstolos.
[27] - Evang. João 1 : (versículos 45-49).
[28] O termo zelota ou zelote, em hebraico קנאי, kanai significa literalmente alguém que zela pelo nome de Deus, Os zelotes acreditavam na luta armada contra os romanos e esperavam um Messias guerreiro. Simão, um dos 12 apóstolos, era conhecido como “o zelote”.

[29] Tradução do nome Hebraico de Maria - Mary é o nome mais popular que se desenvolveu a partir de Miriam,
[30] - A metreta (metreteV, metretes) usada no casamento de Jo 2:6 era uma medida de capacidade líquida. Seu nome grego, que também significa "medidor", deriva-se do verbo metrew, metreo, "medir", "contar", “calcular".  Na Septuaginta é a tradução do bato (bath) hebraico. Naquelas bodas havia seis talhas de pedra (liqinai udriai, lithinai udriai) de duas ou três metretas. Cada talha, portanto, reservava até 120 litros, perfazendo, no total de seis talhas, 720 litros! O historiador hebreu Josefo aponta a capacidade de 25 litros para cada metreta. Sendo assim, em cada talha caberia até 75 litros, que no total de seis talhas contariam 450 litros, o que já se caracterizaria um portentoso milagre de abundante fornecimento de vinho, para todos os dias daquela abençoada festa de casamento.
[31]  - Shabat, ou sábado também grafado como sabá ou sabat, é o nome dado ao dia de descanso semanal no judaísmo, simbolizando o sétimo dia em Bereshit.
[32] Páscoa פסח – ou passagem, festa comemorada desde a libertação do Egito, comemora-se a libertação da escravidão a saída do Egito.
[33] Cafarnaum, (em grego Kαφαρναουμ, transl. Kapharnaoum; em hebraico: כפר נחום, transl. Kephar Nachûm, "aldeia" ou "vila de Naum"), é uma cidade bíblica que ficava na margem norte do Mar da Galileia, próxima de Betsaida (terra natal de Simão Pedro) e Corozaim. Ficava muito próxima da Via Marte a mais importante via PAX ROMANA, pois, conduzia o viajante em segurança direto a Roma.
[34] Sinédrio (do hebraico סנהדרין sanhedrîn; συνέδριον synedrion, em grego, "assembléia sentada", donde "assembléia") é o nome dado à associação de 20 ou 23 juízes que a Lei judaica ordena existir em cada cidade. O Grande Sinédrio era uma assembléia de juízes judeus que constituía a corte e legislativo supremos da antiga Israel. O Grande Sinédrio incluía um chefe ou príncipe (Nasi), um sumo-sacerdote (Cohen Gadol), um Av Beit Din (o segundo membro em importância) e outros 69 integrantes que se sentavam em semicírculo. Antes da destruição de Jerusalém em 70 d.C., o Grande Sinédrio reunia-se no Templo durante o dia, exceto antes dos festivais e do Sábado. [1]
[35] Nicodemos (em gregoΝικόδημος) viveu no século I, foi um fariseu e contemporâneo de Jesus Cristo. Defendeu-o perante o Sinédrio e sepultou-o. Atribuem- lhe um evangelho apócrifo, outrora chamado de Atos de Pilatos.
[36] Substantivo masculino 1-. Hist. cobrador de impostos no Império Romano. -2. Ant. contratador ou adjudicatário do Estado, encarregado principalmente da cobrança dos impostos. Matheus é uma variante do nome Mateus, este originado no hebraico Mattiyyah, chegou até a língua portuguesa através do latim Mattaeus. Significa "dom de Deus".
[37] - Pois nunca cessará o pobre do meio da terra: pelo que te ordeno, dizendo: Livremente abrirás a tua mão para o teu irmão, para o teu necessitado, e para o teu pobre na tua terra
כִּיKYלֹא-LOיֶחְדַּלYECHËDALאֶבְיוֹןEVËYONמִקֶּרֶבMIQEREVהָאָרֶץHÅÅRETSעַל-ALכֵּןKENאָנֹכִיÅNOKHYמְצַוְּךָMËTSAVËKHAלֵאמֹרLEMORפָּתֹחַPÅTOACHתִּפְתַּחTIFËTACHאֶת-ETיָדְךָYÅDËKHAלְאָחִיךָLËÅCHYKHAלַעֲנִיֶּךָLAANYEKHAוּלְאֶבְיֹנְךָULËEVËYONËKHAבְּאַרְצֶךָ:BËARËTSEKHA:סS
Texto em Hebraico/português e transliterado
[38]  - Em língua hebraica, o templo recebe o nome de בית כנסת, transliterado para beit knésset e traduzido para "casa de reunião". Também pode ser chamada בית תפילהbeit tefila, ou seja, "casa de oração". Em língua iídiche, o termo é šul ou shul (שול), com origem no latim schola, o que expressa o hábito de se referir à sinagoga como "escola". Um exemplo desse uso é a Piazza delle Cinque Scole, no velho Gueto de Roma. Entre judeus da nação portuguesa é comum chamar de esnoga ou as variantes esnoa e Scola. Entre judeus reformistas é comum o nome de templo.
[39] - Marcos 1: 29 a 31.
[40]  Naim (também soletrado Na’im, NaeemNaeimNaiemNaímNahimNaïm, Noaim ou Nuaim ) ( árabe : نعیم , hebraico : נעים ) é um nome e sobrenome masculino.As pessoas notáveis ​​com o nome incluem: