Vi e
Vivi o que os Outros não Viram.
Onde estou só há escuridão,
quando na Esnoga[1]
nos ensinavam que ao descer à habitação dos mortos haveria silencio erraram,
pois, aqui minha consciência grita dentro de minha alma e não há paz se pelo
menos houvesse solução para minha aflição, mas não, há apenas a cobrança
constante dos meus atos. Revivo constantemente as maravilhas vistas e vividas. Logo
que Conheci a Yehoshua, fomos à Galileia
e houve a transformação de água para vinho. Chegamos a casa de Cefas e a
sua sogra padecia enferma[2] e com apenas tomando-a pelas mão
a curou, ainda na Galileia saímos da Sanhedrîn
e com sua declaração de “quero fica limpo” o leproso ficou curado. Fora os
vários milagres de cura, já em Cafarnaum a libertação de endemoninhados. Certa
vez, ainda antes de ser um seguidor Pedro e seus sócios pescavam sem, contudo,
ter sucesso o Rabi estava próximo ao mar e grito-lhes, lancem a rede para o
lado direito eles se perguntaram o que sabe este nazareno, mas, Pedro cumpriu a
determinação e para a surpresa de todos eles a rede ficou tão cheia que parecia
que os peixes escondidos receberam ordem de pular na rede. As duas vezes que
multiplicou pães e peixes, A cura do Filho do Oficial que também passou a ser
um cooperador da bolsa, Outra Vez em Naim[3] uma mulher vinha com um cortejo
em prantos, é que seu filho provedor de sua casa havia morrido, e além de sua
falta a mulher já antevia as privações pelas quais seria afligido, o Rabi
mandou o corteja parar e compadecido da viúva consolou-a e voltando-se para o
esquife ordenou “rapaz te mando levanta-te” ao que o jovem saltou do esquife e
abraçou a sua mãe. Que dizer então da noite em que o Rabi ficou em Cafarnaum e
nos mandou atravessar para Genezaré, já alta madrugada, com o mar agitado,
vimos uma figura caminhando sobre as águas agitadas, todos gritamos de pavor,
pois, muitas são as lendas de criaturas das águas. Mas ao tornar-se mais
visível verificamos que era o Mestre que vinha ou seu espírito, Cefas o mais
atirado gritou que se fosse o mestre que o mandasse ir até si, e assim se fez.
Porque não fui eu? Certamente eu não teria afundado. Mas as formas de milagres
nunca poderiam ser esgotadas. Certo Cego de nascença, estava próximo do tanque
em Siloé então nós e o Rabi vimos um cego desde o nascimento. Estávamos em meio
a uma discussão isto é, nos os discípulos mais intelectuais, disputávamos
conhecimento e falávamos sobre as mazelas do mundo que seria resultado do
pecado. Citei então o pobre cego, pois nascerá cego em conseqüência do pecado
de seus pais, com o aquecimento do debate João pediu ao mestre esclarecimento.
A resposta e a ação do Rabi foram surpreendentes: “Não foi este quem pecou nem
seus pais, mas para que as obras de Deus se manifestem nele.” Foi ainda estranho
o que fez, chegando perto do mendigo cego, ficou de cócoras cuspiu na terra fez
um barro com os dedos em seguida passou nos olhos daquele pobre mendigo, asseguro
quase vomitei, e o mandou lavar-se. Se aquele homem soubesse que em si estava o
fruto de um cuspe que diria. E para nosso espanto houve um grande murmúrio na Sinagoga,
pois o homem cego de nascença estava sendo interrogado pelos tanains[4]·:
“você fingia o tempo todo, não era cego.” “pelo contrario, nasci cego, agora vejo.”
“Como nasceu cego? E agora vê”. Grande controvérsia se formou chamaram seus pais
que confirmaram ter sido cego o homem. Pelo que contou como ocorreu a sua cura pelas
mãos do Rabi.
A
Tentação.
O peso da revelação.
Eu sei que não estou mais
encarnado, no início não pude compreender como era possível, eu vi a mim mesmo
pendurado naquela maldita arvore não era grande o que ditou meu ato de
desespero foi saber que tudo que até então pensava ser a mais absoluta verdade
havia caído por terra. Como já mencionei Yahoshua não reivindicou o trono nem
convocou o povo a tomar o poder, e com a ajuda das milícias celestiais derrotou
os Romanos, não, Ele simplesmente se submeteu, e naquela hora passou como um
lampejo em minha mente; “matei um justo, o que pensei estava errado, a
revelação daquela hora foi para mim um castigo, Ele deveria morrer, e quem o
matou fui eu”.
[1] - Em língua
hebraica, o templo recebe o nome de בית כנסת, transliterado para beit knésset e traduzido para
"casa de reunião". Também pode ser chamada בית תפילה, beit tefila, ou seja, "casa de
oração". Em língua iídiche, o termo é šul ou shul (שול), com origem no latim schola, o que expressa o
hábito de se referir à sinagoga como "escola". Um exemplo desse uso é
a Piazza delle Cinque Scole, no velho Gueto de Roma. Entre
judeus da nação portuguesa é comum chamar de esnoga ou as
variantes esnoa e Scola. Entre judeus reformistas
é comum o nome de templo.
[2] - Marcos 1: 29 a 31.
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