terça-feira, 7 de novembro de 2017

A confissão de Judas.

Vi e Vivi o que os Outros não Viram.


                Onde estou só há escuridão, quando na Esnoga[1] nos ensinavam que ao descer à habitação dos mortos haveria silencio erraram, pois, aqui minha consciência grita dentro de minha alma e não há paz se pelo menos houvesse solução para minha aflição, mas não, há apenas a cobrança constante dos meus atos. Revivo constantemente as maravilhas vistas e vividas. Logo que Conheci a Yehoshua, fomos à  Galileia  e houve a transformação de água para vinho. Chegamos a casa de Cefas e a sua sogra padecia enferma[2] e com apenas tomando-a pelas mão a curou, ainda na Galileia saímos da Sanhedrîn e com sua declaração de “quero fica limpo” o leproso ficou curado. Fora os vários milagres de cura, já em Cafarnaum a libertação de endemoninhados. Certa vez, ainda antes de ser um seguidor Pedro e seus sócios pescavam sem, contudo, ter sucesso o Rabi estava próximo ao mar e grito-lhes, lancem a rede para o lado direito eles se perguntaram o que sabe este nazareno, mas, Pedro cumpriu a determinação e para a surpresa de todos eles a rede ficou tão cheia que parecia que os peixes escondidos receberam ordem de pular na rede. As duas vezes que multiplicou pães e peixes, A cura do Filho do Oficial que também passou a ser um cooperador da bolsa, Outra Vez em Naim[3] uma mulher vinha com um cortejo em prantos, é que seu filho provedor de sua casa havia morrido, e além de sua falta a mulher já antevia as privações pelas quais seria afligido, o Rabi mandou o corteja parar e compadecido da viúva consolou-a e voltando-se para o esquife ordenou “rapaz te mando levanta-te” ao que o jovem saltou do esquife e abraçou a sua mãe. Que dizer então da noite em que o Rabi ficou em Cafarnaum e nos mandou atravessar para Genezaré, já alta madrugada, com o mar agitado, vimos uma figura caminhando sobre as águas agitadas, todos gritamos de pavor, pois, muitas são as lendas de criaturas das águas. Mas ao tornar-se mais visível verificamos que era o Mestre que vinha ou seu espírito, Cefas o mais atirado gritou que se fosse o mestre que o mandasse ir até si, e assim se fez. Porque não fui eu? Certamente eu não teria afundado. Mas as formas de milagres nunca poderiam ser esgotadas. Certo Cego de nascença, estava próximo do tanque em Siloé então nós e o Rabi vimos um cego desde o nascimento. Estávamos em meio a uma discussão isto é, nos os discípulos mais intelectuais, disputávamos conhecimento e falávamos sobre as mazelas do mundo que seria resultado do pecado. Citei então o pobre cego, pois nascerá cego em conseqüência do pecado de seus pais, com o aquecimento do debate João pediu ao mestre esclarecimento. A resposta e a ação do Rabi foram surpreendentes: “Não foi este quem pecou nem seus pais, mas para que as obras de Deus se manifestem nele.” Foi ainda estranho o que fez, chegando perto do mendigo cego, ficou de cócoras cuspiu na terra fez um barro com os dedos em seguida passou nos olhos daquele pobre mendigo, asseguro quase vomitei, e o mandou lavar-se. Se aquele homem soubesse que em si estava o fruto de um cuspe que diria. E para nosso espanto houve um grande murmúrio na Sinagoga, pois o homem cego de nascença estava sendo interrogado pelos tanains[4]·: “você fingia o tempo todo, não era cego.” “pelo contrario, nasci cego, agora vejo.” “Como nasceu cego? E agora vê”. Grande controvérsia se formou chamaram seus pais que confirmaram ter sido cego o homem. Pelo que contou como ocorreu a sua cura pelas mãos do Rabi.

A Tentação.


 

O peso da revelação.


Eu sei que não estou mais encarnado, no início não pude compreender como era possível, eu vi a mim mesmo pendurado naquela maldita arvore não era grande o que ditou meu ato de desespero foi saber que tudo que até então pensava ser a mais absoluta verdade havia caído por terra. Como já mencionei Yahoshua não reivindicou o trono nem convocou o povo a tomar o poder, e com a ajuda das milícias celestiais derrotou os Romanos, não, Ele simplesmente se submeteu, e naquela hora passou como um lampejo em minha mente; “matei um justo, o que pensei estava errado, a revelação daquela hora foi para mim um castigo, Ele deveria morrer, e quem o matou fui eu”.



[1]  - Em língua hebraica, o templo recebe o nome de בית כנסת, transliterado para beit knésset e traduzido para "casa de reunião". Também pode ser chamada בית תפילהbeit tefila, ou seja, "casa de oração". Em língua iídiche, o termo é šul ou shul (שול), com origem no latim schola, o que expressa o hábito de se referir à sinagoga como "escola". Um exemplo desse uso é a Piazza delle Cinque Scole, no velho Gueto de Roma. Entre judeus da nação portuguesa é comum chamar de esnoga ou as variantes esnoa e Scola. Entre judeus reformistas é comum o nome de templo.
[2] - Marcos 1: 29 a 31.
[3]  Naim (também soletrado Na’im, NaeemNaeimNaiemNaímNahimNaïm, Noaim ou Nuaim ) ( árabe : نعیم , hebraico : נעים ) é um nome e sobrenome masculino.As pessoas notáveis ​​com o nome incluem:
[4] - Talmudistas que se especializavam ou tanaim, mestres

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